segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Ponto de vista

A União Europeia deu o seu apoio à realização de uma cimeira Europa- -África, no segundo semestre de 2007, em Lisboa. A concretização deste projecto passará por um convite ao Presidente do Zimbabwe, Robert Mugabe, apesar da resistência de países como o Reino Unido, aparentemente ultrapassada. No entanto, o primeiro-ministro, José Sócrates, deixou bem claro que a retirada da oposição ao convite não impede que se mantenha a condenação, na Europa, ao regime autoritário de Mugabe.Foi com satisfação que, no final da cimeira europeia, ontem concluída em Bruxelas, Sócrates anunciou o apoio comunitário a esta realização, depois de "levantados os obstáculos políticos e resolvidas as questões políticas que tinham determinado, no passado, o seu adiamento".O Reino Unido tem-se colocado na linha da frente da oposição à presença de Mugabe no encontro. Porém, perante a perspectiva de tal impedimento, vários países africanos também deram a entender que não compareceriam, em nome da solidariedade entre africanos. Sócrates afirmou que, para viabilizar a cimeira, iria convidar Mugabe, embora, para o fazer, seja necessário alterar uma posição comum da UE, a proibir tal tipo de convites. Esta alteração está prevista para Fevereiro. Na perspectiva de Sócrates, esta reunião só terá significado se todos os países africanos forem convidados.

Meu ponto de vista
Penso que a europa sempre actuou com uma certa lentidão propositada para o desnvolvimento dos países africanos. Agora que a China, a India, o Brasil e o Japão são países com um desenvolvimento médio e estão a se meter em peso em áfrica, mostrando desenvovimento nalgumas áreas, a europa pensa tardiamente numa cimeira com áfrica. Há uma coisa que toda a gente sabe que o subdesenvolvimento dos países africanos deve-se às más políticas externas de alguns (todos) países europeus, principalmente os que estiveram (colonizaram) os africanos. É de conhecimento geral que a maioria dos países africanos têm dirigentes corruptos e consequentemente ganasionsos e pouco coerentes. Dito isto, como é que alguns países europeus "descarregam" para lá milhoes de dollares em projectos sem supervisão? Por outro lado, como é que mandam para lá especialistas (técnicos, engenheiros, etc...) para ganharem rios de dinheiro sem surgir nada palpável em benefício definitivo dos africanos? É caso para dizer que, dão dinheiro com uma mão e recolhem-no com a outra e deixam os países endividadas até ao pescoço! E, como é que os projectos vitais desses países são escolhidos pelos países doadores, ignorando todas as prioridades que esses países têm? Ninguém precisará de exemplos sobre casos como este, pois não? Sempre ouvi dizer que nao se deve dar simplesmente peixe a quem tenha fome mas também, de imediato, uma cana de pesca e ensinar lhe a pescar. Bem, agora que os outros países querem ver a áfrica desenvolvida, lá vem os europeus a pensar numa enventual intervenção. Sinceramente esperemos que valha a pena!!!